Entenda o processo de Licenciamento Ambiental
Antes de se implantar qualquer empreendimento existe a necessidade de se conseguir uma licença do órgão ambiental, o qual pode ser estadual ou federal (IBAMA, Secretarias Estaduais de Meio Ambiente), dependendo de sua localização.

Como o projeto da UHE Tijuco Alto atinge dois estados, pois o rio Ribeira corta os estados do Paraná e de São Paulo, o órgão ambiental responsável pelo licenciamento é o federal, o IBAMA.

O licenciamento ambiental compreende basicamente três fases:

- A primeira corresponde à fase onde são desenvolvidos os estudos ambientais (de fauna, da flora, arqueológico, de qualidade da água, socioeconômico etc), resultando na edição do EIA e do RIMA. Este relatório é enviado ao órgão licenciador que emite um parecer declarando a viabilidade ambiental ou não do empreendimento. Se o empreendimento for viável, o empreendedor recebe uma primeira licença denominada “Licença Prévia ou LP”.

- A segunda fase ocorre após a emissão da Licença Prévia, onde o empreendedor detalha os Programas Ambientais apresentados no EIA, que serão implantados na fase de instalação do empreendimento. O detalhamento dos diversos programas ambientais irão compor um segundo relatório denominado Projeto Básico Ambiental, que será avaliado pelo órgão licenciador, e estes programas são destinados à prevenção, correção ou compensação dos impactos ambientais descritos no EIA. Cumprida esta fase, estando de acordo com as recomendações e exigências do órgão ambiental, o empreendedor obtém a segunda licença ambiental, chamada “Licença de Instalação ou LI”.

- A terceira fase é aquela onde o empreendedor inicia as obras e implementa os programas ambientais consolidados no Projeto Básico Ambiental. Quando as obras estiverem finalizadas e os programas ambientais implantados e aprovados pelo IBAMA, é concedida a “Licença de Operação – LO”.
O processo de licenciamento ambiental da UHE Tijuco Alto está ainda na primeira fase, aguardando o parecer do IBAMA sobre a viabilidade ambiental do empreendimento e, se viável, a emissão da Licença Prévia.

Alem disso, é preciso também fazer um relatório que não tenha uma linguagem tão técnica, mas uma linguagem que qualquer cidadão comum possa entender. Por isso, existe o Relatório de Impacto Ambiental – RIMA. O RIMA dos estudos ambientais da UHE Tijuco Alto foi elaborado de uma forma inovadora, editado em formato diferenciado e ilustrado, de maneira que o leitor tenha interesse na sua leitura. Além disso, a CBA imprimiu cerca de 1000 cópias para distribuir para toda a população afetada, de mão em mão, em escolas da região e prefeituras. Dessa forma, pretende-se que a informação chegue a todos de forma clara, tirando todas as dúvidas e sanando todos os mitos criados em torno deste empreendimento.

É importante ressaltar que tanto no EIA como no RIMA são documentados os Programas Ambientais, uma série de compromissos que o empreendedor se responsabiliza por cumprir, tanto durante a construção da hidrelétrica como depois do término da obra. Como exemplo podemos citar o Programa de Compensação e Reposição de Perdas dos Proprietários e da População Rural, o Programa de Monitoramento da Qualidade da Água, Programa de Revegetação da Faixa de Proteção do Reservatório e Programa de Apoio aos Municípios. Ao todo estão previstos 21 programas ambientais que serão detalhados minuciosamente na próxima etapa de licenciamento, caso seja emitida a Licença Prévia. Depois de aprovados pelo IBAMA a CBA terá que cumpri-los um por um, e como se trata de uma empresa séria e responsável o fará com grande êxito.
   
 
 
 
 
 
 
   
 
 
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