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Os
municípios da área de influência direta
A Bacia do rio Ribeira de Iguape localiza-se na
região sul do estado de São Paulo e nordeste
do Paraná, abrangendo uma área total
de cerca de 25.000 km². Trata-se de uma das regiões
de colonização mais antiga, tanto do
estado do Paraná como de São Paulo.
É uma região de baixo dinamismo socioeconômico, desde sua
origem. Até há poucas décadas sua economia estava baseada
na agropecuária de pequena ou, no máximo, média escala.
Predomina a agricultura familiar e de subsistência, freqüentemente
desenvolvida em bairros rurais que, igualmente, estão na origem de inúmeros
municípios.
Os indicadores sociais como mortalidade infantil, nível de escolaridade
e nível de renda, entre outros, “apresentam todos uma imagem
contrastante com o restante do estado. Trata-se de uma região com menor
urbanização do estado, com grande parcela da população
vivendo em áreas rurais, desenvolvendo atividades agrícolas de
subsistência e extrativistas. Razões históricas, dificuldades
de acesso e condições naturais adversas às atividades econômicas
garantiram até hoje um relativo isolamento do Vale e a preservação
dos seus recursos naturais”.
(Hogan,
Daniel J. e outros in Desenvolvimento Sustentável no Vale do Ribeira (SP): conservação ambiental
e melhoria das condições de vida.)
Esse quadro faz com que, de maneira geral, esses municípios componentes
da região possam ser classificados como os mais carentes, tanto no Estado
de São Paulo quanto do Paraná. Na realidade, o próprio Vale
do Ribeira em geral, é considerado como um dos “bolsões de
pobreza”, pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento)
do Brasil. Embora seus indicadores socioeconômicos sejam até melhores
que o de alguns Estados do país (especialmente em relação
aos estados das regiões Nordeste e Norte), são muito pouco satisfatórios
quando comparados aos dos estados do Paraná e, principalmente, de São
Paulo, fortemente caracterizados pela dinâmica econômica. Tais afirmações
são corroboradas por instituições de pesquisa, como o Seade,
de São Paulo, que, igualmente, aponta para vários aspectos que
caracterizam a região em estudo como apresentando indicadores de qualidade
de vida insatisfatórios.
Adrianópolis - PR
Às margens do rio Ribeira está Adrianópolis, município
paranaense, com área total de 1.349 km², distante 133 km da capital, Curitiba.
O município tem pouco mais de sete mil habitantes e 80% da população
vive na zona rural. O relevo acidentado que encanta os praticantes de esportes
radicais, acaba por dificultar a implantação de políticas
que incentivem o desenvolvimento local.
Infelizmente, os indicadores sociais não favorecem
a situação de Adrianópolis: é um
dos municípios mais pobres do estado do Paraná,
situado em uma região que registra um dos mais baixos índices
de desenvolvimento humano do país, o Vale do Ribeira.
Até bem pouco tempo atrás, a maior fonte
de renda do município era proveniente da extração
de minerais, principalmente o chumbo e a prata. Eram cinco
mineradoras que atuavam na região: São Braz,
Peral, São Marcos, Plumbum e Canoas. Além
do desemprego com a desativação das empresas,
ficou para trás solo contaminado e, segundo estudos
feitos por universidades, pessoas contaminadas. Atualmente,
os moradores da região vivem da agricultura de subsistência,
agropecuária e dos empregos gerados pela prefeitura.
Como
toda cidade pequena do interior, em Adrianópolis
as diversas atividades da comunidade realizam-se
na praça principal, como por exemplo,
as festas populares. É espaço de convívio social e de lazer
disponível para a população.
As principais festas municipais
são dedicadas à santa
padroeira da cidade, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,
e a Santa Bárbara, conhecida por ser a santa padroeira
dos mineiros. As festividades são realizadas em
23 de junho e 04 de dezembro, respectivamente. Outra festividade
importante do Município é a festa de Assunção
de Nossa Senhora, no dia 15 de agosto, feriado municipal.
No
município encontra-se o Parque Estadual das Lauráceas,
criado em 1979, com 27.524 ha, o qual também se
estende pelo município de Tunas do Paraná. É uma
unidade de proteção integral com importância
cultural, ambiental e científica, onde se localizam
biomas de Floresta Atlântica e de Floresta de Araucárias
com grande diversidade de espécies. Um dos principais
atrativos do parque é a presença de cavernas
com fauna específica, muitas delas abrigam registros
de populações passadas, através de
pinturas rupestres e ossadas de animais pré-históricos.
O parque é fechado para visitação
pública, sendo utilizado apenas para fins científicos.
O
aniversário da cidade é comemorado no dia
25 de julho, data da emancipação política,
que aconteceu no ano de 1960.
Ribeira - SP
A cidade
de Ribeira, no estado de São Paulo,
localiza-se às margens do rio de mesmo
nome. A área
do território municipal é de 335 km²,
onde segundo o Censo do IBGE, do ano de 2000, reside
uma população de 3.507 habitantes.
O
município de Ribeira é um dos mais antigos
da região,
conservando ainda muitas características do período colonial. Observam-se,
em seu território, edificações antigas e testemunhos da
antiga produção de açúcar. Da mesma forma, verifica-se
que o artesanato ainda é uma atividade importante, sendo fonte de renda
para uma parcela da população.
O município começou
a se formar em 1800, quando o índio
Vitorino saiu de Apiaí para um lugar com jazidas de minério à flor
da terra, mananciais de água cristalina e terrenos férteis para
a cultura de cana-de-açúcar. Sempre que voltava a Apiaí,
Vitorino falava dos encantos do lugar, que foi atraindo cada vez mais pessoas.
Juntas fundaram uma capela com o nome de Bom Jesus da Cana Verde e um povoado
ao redor.
Depois do povoado ser elevado à categoria de freguesia com o
nome de Ribeira, por estar às margens do rio Ribeira de Iguape e, posteriormente,
tornar-se Vila, em 20 de outubro de 1910 é fundado o município
de Ribeira.
É um município que tem grande potencial para o turismo
ecológico
e rural, porém é também um dos mais pobres do estado de
São Paulo. Ribeira sobrevive basicamente da agricultura de subsistência,
uma vez que o relevo é bastante acidentado dificultando os processos de
mecanização, o que resulta em cultivos em pequena escala, com operações
manuais. O plantio da cana-de-açúcar ainda predomina na região,
abastecendo indústrias bastante artesanais de melado, rapadura, taiada,
açúcar mascavo, doces e aguardente.
O padroeiro do Município é Bom
Jesus, sendo que as comemorações
em sua homenagem realizam-se na primeira semana do mês de agosto. A festa
mais importante é o aniversário da cidade, comemorada no dia 20
de outubro com diversos eventos esportivos, como maratona, prova ciclística, “Mountain
Bike” e Aquaraid.
Apesar das dificuldades econômicas e financeiras,
Ribeira possui lindas paisagens e um povo alegre, hospitaleiro
e amigável. Não é a toa que o município é conhecido
como a Capital da Amizade.
Cerro Azul - PR
Município vizinho a Adrianópolis, com área
de 1.341 km², localiza-se a 87 km da capital paranaense,
sua sede localiza-se às margens do rio Ponta
Grossa, afluente do rio Ribeira. Município histórico,
suas origens remontam a 1860, logo após a emancipação
da província do Paraná. Desmembrado de
Curitiba, foi criado através da Lei Estadual
no 259, de 27 de dezembro de 1897 e instalado na mesma
data.
É com muito orgulho que a população
de Cerro Azul fala de sua história aos que vêm
de fora. Gostam de relatar o encanto que a Princesa
Isabel demonstrou ao passar pela região de belas
paisagens, terras férteis e águas límpidas.
Dizem os habitantes, que foi desejo dela que ali se
construísse uma colônia agrícola, às
margens dos rios Ponta Grossa e Ribeira. Nessa época a região
recebeu imigrantes franceses, ingleses, italianos, alemães e espanhóis
vindos, principalmente, da antiga Colônia de Assunguy.
Uma das maiores
belezas da cidade aparece na arquitetura das casas, prédios públicos
e pontos comerciais. Como a região foi colonizada por
imigrantes europeus é visível a influência
européia na arquitetura da cidade.
Cerro Azul tem
hoje mais de 17 mil habitantes (IBGE, 2000) que vivem,
basicamente, da agricultura de subsistência
e da produção de cítricos. Uma das
maiores esperanças da população é que
a pavimentação da rodovia que faz a ligação
da cidade a Curitiba, incentive a economia local e minimize
um dos grandes problemas da cidade, que é o desemprego.
No
município de Cerro Azul está localizado
o Parque Estadual de Campinhos, criado em 1960, com área
de 337 ha. Apresenta bioma de
Floresta de Araucária e rico patrimônio
espeleológico.
O parque é aberto à visitação
pública e o acesso se dá através
da BR-476. Tem estrutura para lazer, recreação
e descanso, conta também com um centro de visitantes
onde está disponível material informativo.
A
maior fonte de renda municipal está na produção
de laranja e de outros frutos cítricos, o que faz
da Festa da Laranja, que acontece anualmente, a comemoração
mais importante do município. Outros eventos importantes
são o aniversário da cidade, em 27 de outubro;
o dia da padroeira, Nossa Senhora da Guia, em 08 de setembro
e a Festa de Nossa Senhora do Carmo, realizada durante
o mês de junho.
Itapirapuã Paulista - SP
Itapirapuã Paulista, distante cerca de 25 km da
cidade de Ribeira, é um dos municípios mais
novos da região, tendo se emancipado da cidade de
Ribeira em 1991. Mas, conta sua história desde o
início de 1889, quando as famílias Joaquim
Cordeiro e Antonio Novo chegaram à região
com o objetivo de encontrar terras férteis para
plantar. Batizada com nome de Fazenda Laranjeiras, recebeu
as primeiras casas de pau-a-pique e as plantações
de milho, feijão, arroz, café e cana-de-açúcar.
Tempos depois, Fazenda Laranjeiras passou a se chamar Ribeirão
das Cordas, por causa do rio e da árvore chamada
Pita, da qual se fabrica corda.
Em 1910, Ribeira foi elevada
a município e incorporou o território
da então Ribeirão das Cordas, que passou a se chamar Distrito de
Ribeira. Em 1945, nova mudança de nome, agora era definitivo: Itapirapuã Paulista,
que em tupi-guarani significa “peixe da pedra vermelha”.
Segundo
o Censo de 2000 do IBGE a população
do município é de 3.577 habitantes, embora
a prefeitura já contabilize 4.200 pessoas. Com relação às
condições de vida da população
do município, Itapirapuã Paulista encontra-se
no chamado “bolsão de pobreza”, segundo
a definição do Programa das Nações
Unidas para o Desenvolvimento – PNUD. O município
ocupa uma das piores posições no ranking
dos municípios paulistas quanto ao IDH-M (em 2000
era de 0,645), apesar de ter havido uma melhora nos indicadores
considerados na avaliação do IDH.
Na praça central da cidade concentram-se as atividades
da comunidade, como festas e outros encontros sociais.
O aniversário do município é comemorado
no dia 12 do mês de março (dia da sua emancipação).
As festas religiosas são as juninas, a Festa da
Padroeira Sant’Ana, no dias 26 de julho, a Festa
do Padroeiro São Roque, nos dias 8 de agosto e a
Festa do Divino Espírito Santo, que se comemora
no dia de Pentecostes.
Doutor Ulysses - PR
A história de Doutor Ulysses confunde-se com a de Cerro Azul em termos
de ocupação territorial. Município novo, pertence à Região
Metropolitana de Curitiba e está localizado a 170 km da capital. Foi desmembrado
de Cerro Azul e elevado à categoria de Município em 20 de novembro
de 1990, através da Lei Estadual nº 9.443.
Inicialmente o município
era denominado Vila Branca. Em 07 de dezembro de 1992, mudou seu nome para Doutor
Ulysses. Conta com 6.003 habitantes (de acordo com o Censo do IBGE, 2000) distribuídos
por uma área de 781 km2,
com apenas 12% da população residente na sede municipal, ou seja,
701 habitantes.
Apesar de se localizar na Região Metropolitana de Curitiba, Doutor Ulysses
apresenta uma das piores condições de desenvolvimento humano do
estado do Paraná (o IDH-M era de 0,627), sendo que, em 2000, ocupava a
segunda pior posição no ranking estadual.
É um município
que possui em sua conformação natural
alguns saltos e corredeiras além de 14 fontes de águas minerais
alcalinas. Possui também grande potencial espeleológico (cavernas).
Apesar disso, ainda é uma região pouco explorada do ponto de vista
do turismo. Doutor Ulysses abriga a maior caverna identificada até agora
no estado do Paraná, a Gruta Dá a Volta (com cerca de 2,5 km),
além da Gruta do Varzeão e a Caverna do Mal Fazido.
O Patrimônio
Cultural de Doutor Ulysses é muito similar ao de Cerro
Azul, destacando-se as edificações de madeira e alvenaria, que
representam a presença da cultura européia na região.
Os principais eventos festivos do município são: a comemoração
do aniversário de emancipação, realizada no dia 3 de dezembro,
e a festa em homenagem ao santo padroeiro, São João Batista, comemorado
em 24 de junho nas proximidades da Praça Dr. Ulysses Guimarães.
Doutor
Ulysses, pertencente à Região Metropolitana
de Curitiba, é considerado o segundo pior município
em indicadores de condições de vida do
Paraná.
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