Meio Socioeconômico

Indicadores socioeconômicos, como o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), demonstram o baixo índice de desenvolvimento social da região, provocado pela pouca expressiva atividade econômica e falta de recursos públicos para investimentos nas áreas sociais. Nota-se que, apesar de haver uma melhora no IDH entre 1991 e 2000, em função das melhorias na educação e aumento na expectativa de vida, ainda assim o quadro continua insatisfatório: o número de pessoas não alfabetizadas ainda é grande e a população diminuiu, tendo apresentado um crescimento negativo nos últimos anos.

Até a década de 1990 desenvolvia-se intensa atividade de extração mineral nos municípios da região, em especial de chumbo e fluorita. O esgotamento das minas, principalmente de chumbo, aliado à questão ambiental e de saúde pública, foram determinantes para a paralisação econômica da região que, mesmo com essas minerações, nunca apresentou grande desenvolvimento econômico e social. As minerações encerraram suas atividades, deixando um grande passivo ambiental que hoje foi em parte sanado.

Os indicadores negativos podem ser atribuídos, também, ao fato da região estar isolada de outras mais desenvolvidas por conta de falta de uma boa infra-estrutura rodoviária (as estradas de acesso de Curitiba a Adrianópolis e a Cerro Azul tiveram sua pavimentação concluída no final do ano de 2005). As péssimas condições de acesso à região não permitiram o transporte rápido e seguro, impedindo o escoamento da produção agrícola e investimentos econômicos.

A economia dos municípios da região tem como base o comércio, os serviços e a agropecuária, onde predomina a agricultura de subsistência em pequenas áreas e com tecnologia pouco desenvolvida.
Percebe-se um grande aumento da exploração do pinus, principalmente nos municípios de Cerro Azul e Doutor Ulysses, onde se observam grandes áreas plantadas. Mas apesar disso esta indústria emprega um número pequeno de funcionários.

Os municípios têm orçamentos fortemente dependentes de repasses dos governos federal e estadual. Cerro Azul e Adrianópolis apresentam as maiores receitas orçamentárias em relação aos municípios de Ribeira, Doutor Ulysses e Itapirapuã Paulista.

Com relação aos serviços de saúde encontra-se uma situação precária. As condições de saneamento e moradia também são ruins, com um grande número de casas sem água encanada e banheiros. Apesar de os municípios do Paraná terem recebido investimentos em saneamento, ainda não há rede de coleta de esgoto na maioria dos municípios estudados. A coleta de lixo é boa nas áreas urbanas, porém nas áreas rurais, somente cerca de 50% da população têm acesso a esse serviço (2000). Nenhum dos municípios apresenta uma disposição adequada dos resíduos sólidos.

Em relação à educação, a estrutura existente atende a educação básica, verificando-se ainda dificuldades na zona rural de alguns municípios. A maioria das escolas é pública, mantidas pelos governos estaduais ou municipais.

Quanto à saúde pública, dentre as doenças endêmicas, o maior problema registrado é a leischmaniose, doença causada por protozoários. Ainda são observados alguns casos de saturnismo, doença decorrente da contaminação por chumbo. A contaminação ocorre principalmente em crianças que moram próximas à área da antiga mineradora Plumbum, no município de Adrianópolis, a jusante da barragem de Tijuco Alto.

     
   
 
 
 
 
 
 
   
 
 
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