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As possibilidades de desenvolvimento da economia do Vale do Ribeira, nos municípios que serão abrangidos direta ou indiretamente pela hidrelétrica de Tijuco Alto - empreendimento da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) que está em fase de avaliação da Licença Prévia, foram um dos pontos de destaque das audiências públicas realizadas pelo Ibama na sexta-feira e sábado (06 e 07 de julho), respectivamente, nos municípios de Cerro Azul (PR) e Ribeira (SP).
As audiências são importante etapa no processo de avaliação do projeto por parte do Ibama para decidir a respeito da concessão da licença. “Temos que cuidar dos interesses do município, e o que é melhor para Cerro Azul é a construção da barragem”, afirmou o prefeito Dalton Luiz de Moura, na primeira das cinco audiências marcadas para o período de 06 a 10 de julho, na região.
“Precisamos de empregos, e os royalties a serem pagos pelo empreendedor poderão ser investidos em educação e saúde”, destacou ele, ao observar ainda o estímulo à atividade turística.
Para o prefeito de Dr. Ulysses, Pedro Anselmo, “o Vale do Ribeira está esquecido e pobre, e a barragem é uma oportunidade de desenvolvimento”. Além disso, “o País necessita de energia’, observou ele, “e o empreendimento pode contribuir para desafogar o Sistema Elétrico Nacional”.
As críticas das ONGs de ambientalistas ao projeto, na opinião do prefeito de Apiaí, Donizete Barbosa, “estão distantes da realidade da população local, são posições de quem não vive no lugar, não tem conhecimento completo dos problemas de emprego e renda da população”.
Ele conta que Apiaí - um dos municípios que serão beneficiados indiretamente pelo projeto - assim como outras cidades da região, foi afetado pela legislação ambiental restritiva que impediu a atividade de mineração.
“Precisamos de alternativas econômicas e o projeto de Tijuco Alto já se adequou à legislação ambiental, cumpriu as exigências para esse tipo de empreendimento, e pode trazer benefícios econômicos para a região, compensando parte das atividades que perdemos”, defendeu Donizete Barbosa.
A realização das audiências públicas, segundo o prefeito de Apiaí, “é importante para impedir que a ação das ONGs prejudique o processo de avaliação do empreendimento”. Na primeira audiência, em Cerro Azul, apesar das manifestações realizadas pelas ONGs, foi possível responder às dúvidas sobre os impactos socioambientais do projeto e as ações compensatórias que serão garantidas pelo empreendedor, como, por exemplo, o programa de reassentamento e construção de infra-estrutura.
Já no município de Ribeira, a audiência foi realizada em clima tranqüilo e de forma didática. Um dos pontos evidenciados foi o interesse da população e das autoridades em que o projeto de Tijuco Alto contribua para reduzir as enchentes do Rio Ribeira do Iguape no município.
“É preciso refletir sobre a possibilidade de investimento de R$ 500 milhões, que pode beneficiar toda a região do Ribeira, com o desenvolvimento econômico local, e a diminuição do risco de enchentes”, afirmou o deputado Samuel Moreira (PSDB), ao enfatizar que “não se pode decidir (sobre a instalação do empreendimento) só por questões ideológicas e sem considerar esses benefícios”.
A ênfase no impacto econômico do projeto - que vai gerar 1.400 empregos na fase da construção da barragem, outros 350 na construção da infra-estrutura e limpeza do reservatório, e vai gerar 60 empregos diretos e 240 indiretos permanentes após a conclusão da obra - foi demonstrado em manifestações de apoio de empresas locais, como hotéis, pousadas e supermercados.
Entre os políticos da região, manifestaram apoio ao empreendimento o prefeito de Itapirapuã Paulista, Luiz Gonzaga, e o vice-prefeito do município; o deputado Samuel Moreira (PSDB); o vice-líder do governo do Paraná, deputado estadual Kielse Crisóstomo (PMDB); o presidente da Câmara dos Vereadores do Ribeira; o vereador Sandro Santos, de Adrianópolis; o prefeito e o vice-prefeito de Apiaí, entre outros.
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